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Município do Amazonas promove campanhas de multivacinação e combate à obesidade infantil em creches, escolas e Unidades de Saúde (Foto: Prefeitura de Apuí)

Mais de 2.900 alunos de creches e escolas da zona urbana de Apuí receberam o checklist vacinal, desenvolvido pelas Secretarias de Saúde e Educação do município, com foco em sensibilizar pais e responsáveis para conhecerem os benefícios de cada vacina, bem como para realizarem a verificação das pendências no cartão de vacinas de seus filhos e assim autorizar a vacinação ou dirigir-se à uma Unidade de Saúde. A campanha teve início em março e seguirá ao longo de todo o ano.

“O checklist vacinal foi entregue antecipadamente em cada creche e escola da zona urbana, onde foi apresentado em cada sala para os alunos, por parte da coordenadora do PNI, juntamente com a equipe de apoio, bem como explicamos sobre a forma correta de preenchimento do checklist para o dia D da vacinação nas creches e escolas. Foram seis dias de ação nas escolas e o mês inteiro nas UBSs”, explica Isleia Farias, coordenadora da Vigilância Epidemiológica e Programa Nacional de Imunização (PNI) em Apuí.

“Para o UNICEF é primordial garantir a vacinação e, consequentemente, reverter o baixo índice de cobertura vacinal, principalmente da população indígena, em especial as crianças. Além disso, identificar, registrar e monitorar as crianças com atraso vacinal ou com zero dose de vacina, impedindo que doenças graves e risco de mortalidade afetem esta população, como o sarampo e a paralisia infantil. Para que os municípios garantam uma cobertura vacinal assertiva, o UNICEF desenvolveu a Busca Ativa Vacinal (BAV) que fornece uma plataforma tecnológica inovadora para contribuir no aumento da cobertura vacinal e atingir as metas preconizadas pelo Programa Nacional de Imunizações/Ministério da Saúde.declarou Neideana Ribeiro, consultora de Saúde e Nutrição do UNICEF em Manaus.

Ao total, a campanha inicial alcançou 556 crianças das creches e 2.350 alunos das escolas. As vacinas aplicadas em cada creche/escola eram de acordo com a faixa etária letiva. Nas creches de 02 a 04 anos foi ofertado a vacina da poliomielite e Covid-19, além da suplementação de vitamina A e ferro. Já nas escolas de 5 a 17 anos foi ofertado: vacina adsorvida difteria e tétano (dT); Hepatite B; Febre Amarela; Vírus do Papiloma Humano (HPV), Meningocócica (ACWY); e covid-19. E nas UBS’s foram ofertadas as vacinas para todas as idades.

“A ação trouxe uma melhor aceitação quanto ao público desejado, pois foi realizado de forma dinâmica e informativa juntamente com a equipe do Proteja que enfatizou quanto à prevenção da obesidade infantil. Dessa forma, houve aceitação, imunização e aprendizado”, declara Isleia Farias.

Desafios da cobertura vacinal

De janeiro a março de 2023, o percentual de vacinação do município de Apuí é de 47,08% pessoas vacinadas. “Hoje ainda enfrentamos muitas dificuldades, relacionadas a resistência dos pais e tutores a vacinarem seus menores, como também da população em geral, pois ainda há questões religiosas e alguns mitos relacionado as vacinas, principalmente vacina da covid-19, mas a equipe encontra-se bastante empenhada e atualmente com as campanhas realizadas e o esclarecimento e sensibilização à população quanto aos benefícios da vacinação”, enfatiza Isleia Farias.

Além das campanhas, o município também já realizou a adesão à plataforma da Busca Ativa Vacinal (BAV), bem como os profissionais que irão compor a equipe de trabalho na plataforma estão realizando o curso da BAV disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem do UNICEF (AVA).

Baixa cobertura vacinal – Dados do Ministério da Saúde do Brasil demonstram o declínio significativo na cobertura vacinal de menores de cinco anos em todo o Brasil nos últimos anos e agravada durante a pandemia de covid-19. Como consequência, foram registrados casos de sarampo e estima-se que a poliomielite, doença que causa a paralisia infantil, também corre o risco de voltar ao país.

O atual cenário de baixa cobertura abre as portas do Brasil para o retorno da paralisia infantil (pólio). Há 33 anos, o país está livre da doença graças ao esforço coletivo de todos os níveis de governo e da sociedade, vacinando milhões de crianças ao longo desses anos. A paralisia infantil é uma doença grave, não tem tratamento e pode deixar crianças com graves sequelas pelo resto da vida, necessitando para sempre da assistência dos serviços de saúde. Das crianças que desenvolvem a forma mais grave da doença, 5% a 10% morrem em virtude da paralisia dos músculos da respiração.

Campanhas

No dia 26 de janeiro deste ano, o UNICEF realizou o lançamento da campanha de vacinação com as assinaturas “Vá sim, vacine! Ame, proteja, vacine nossas crianças” e “Vacinas protegem, vacinas salvam vidas. Vacinas honram os parentes e os ancestrais. Vacina, Parentinho!”. A campanha está sendo utilizada para engajar as equipes municipais dos 2.023 municípios brasileiros que aderiram ao Selo UNICEF, onde vivem mais de 17 milhões de crianças e adolescentes e mais de 500 mil indígenas, bem como organizações indígenas e equipes de saúde indígena, contribuindo, assim, para o aumento da cobertura vacinal.

No caso da campanha voltada aos povos indígenas, visando garantir a representatividade e fazer valer a voz indígena, diversas lideranças participaram da campanha dando depoimentos e convidando a população indígena a se vacinar. Entre elas está Puyr Tembé, coordenadora da Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA). A mulher indígena é voz ativa na defesa dos direitos das comunidades tradicionais. Ela destaca que os indígenas sofrem constantemente com ameaças oriundas dos conflitos socioambientais. Para defender a existência do seu povo, Puyr também defende as vacinas. “A vacina salva vidas e é muito importante para a continuidade das nossas gerações”, declara.

Produtos de comunicação

Com o lançamento da campanha, está disponível no site do Selo UNICEF (www.selounicef.org.br), diversos produtos de comunicação, como VTs e spots, além das artes para camisas, bonés, cartazes, folderes, cards para redes sociais. Todo o material ficará disponível e poderá ser reproduzido e impresso por governos estaduais e municipais e outros órgãos interessados.

A campanha integra a estratégia do Selo UNICEF, iniciativa do UNICEF para fortalecer as políticas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes, especialmente os mais vulneráveis, em 18 estados: Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pará, Tocantins, Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

Os municípios que integram o Selo UNICEF assumem o compromisso de manter a agenda de suas políticas públicas pela infância e adolescência como prioridade. A metodologia inclui o monitoramento de indicadores sociais e a implementação de ações que ajudem o município a cumprir a Convenção sobre os Direitos da Criança, que no Brasil é refletida no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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